“Un poison violent”, de Katell Quillévéré

Será mais assustadora a sexualidade ou a descoberta dela? Talvez ambas, quando são proibidas e indesejadas.

A Confirmação estava marcada; só eu não estava ainda preparada: os meus lábios, o meu peito, os meus genitais fazem-me coisas que me contrariam. Levam-me por onde não me deixaram, por onde não me falaram. Eu era uma menina bonita. Agora já não sei.

Mas ponho perfume, ponho a pulseira e faço-me atraente para desejos que quero ver satisfeitos, sem saber porquê. E abro a camisa, dou beijos, levanto o vestido. Tudo!, tudo o que não sei.

Ouvi agora a sua música belle comme moi! Isto também poderá ser gostar? Vou-me dar! Depois se verá.

Se me perguntarem, eu desmaio.

Dizem que uma cruz salva tudo. Não me salvou a mim: o pecado foi tão forte quanto a vontade. Eu não era um anjo e a juventude veio envenenada.

 

«Deixai-vos conduzir pelo Espírito!»…

P.S.: … Mas qual?

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Sobre Cinema Francês Visto em Português

Já muito se falou e continua e continuará a falar de cinema francês e, nesse sentido, pouco posso acrescentar teoricamente ao que já foi dito. Ainda assim, e porque sou teimosa, e porque gosto realmente muito de cinema francês, esta é a minha tentativa. Desculpo-me então vestindo-me de nietzschiana: "não há a coisa-em-si, há perspectivas", dizia ele. Não há cinema-em-si, há perspectivas. Esta é a minha, muito apaixonada e parcial e do meu "canto" como só assim poderia ser.
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